

Somos presos naquele velho conceito onde felicidade é tudo o que devemos buscar. Mas, vamos lá, você realmente sabe o que é felicidade? Com certeza, você me dirá que se resume em um bom estado de espírito, ou então, estar bem consigo mesmo. E quem sou eu para discordar, não é? No entanto, posso lhe dizer que não sou capaz de definir felicidade, pois esta é para ser sentida e não definida.
Sinto-me feliz ao ver quem eu amo feliz. Sinto-me feliz ao jogar conversa fora com os amigos. Sinto-me feliz ao amar. Há tantas situações que nos deixam felizes. Porém, elas sempre se vão e, com isso, a felicidade cessa. Não para sempre, é claro. A felicidade e a tristeza funcionam num ciclo vicioso; enquanto uma vem, outra vai. Muitas vezes esse ciclo acaba nos cansando, e principalmente, nos desgastando.
Quem nunca pensou em acabar com a maldita tristeza de uma vez por todas? Eu já pensei, você já pensou, todos já pensaram. É fato que ninguém vive só de felicidade. Portanto, todos têm seus problemas, sofrimentos e angústias. Só que nada disso é o fim do mundo, e parece que o ser humano tem uma grande dificuldade de perceber isso. Nada pode ser tão ruim ao ponto de lhe fazer desistir da vida. É por isso que hoje escrevo para contar-lhe um segredo, um modo de finalmente desvendar a bem-aventurança tão desejada. Sei que você quer saber, então eu lhe mostro, para que reflita muito bem sobre tais palavras: “A felicidade não se resume na ausência de problemas, mas sim na sua capacidade de lidar com eles” - Albert Einstein. Isabela J. (justwannabewhole)

Nesta complexidade toda, consigo me manter em mil e um defeitos. Todos eles compostos por indecentes lembranças. Indecência memória de estradas percorridas a ânimos e melancolias. Tornei-me filho da noite e passageiro dos ventos indesejáveis. Fiz-me dono da madrugada sem hora certa de acabar. Sou cheia de palavras, impróprias aos ouvidos de quem ousa enfrentar esta mente perturbada. Transbordo sentimentos neste meu barco de papel flutuante, costumam chamá-lo de coração, mas apelidei-o de confusão. Mergulhos nestas minhas lágrimas cristalinas, e banho-me nos sorrisos singelos que me amparam. Fácil de enganar. Bordei-me nas pétalas da rosa mais murcha do jardim, faço da intensidade deplorável a minha maior forma insensata. Nasço e renasço todos os dias. Seja simples ou ousado, mas me reconhecer não é um trabalho digno de facilidade. Sendo assim, torno obscuro cada bem que me resta, faz-me mal, mas faz-me forte. Neste rosto robusto, há fragilidade demais escondida. Que por sinal, ninguém se deixou levar pela curiosidade e desvendar estes mistérios. Segredos dignos para nostalgia, mas independente disto, trato com rejeição o que deveria ter partido. Sou metade correnteza, perambulo impaciente as margens de um depósito de compaixão. Doutro tanto, sou rio de água doce calmo à beira de um precipício. Sou medo e coragem. Corro riscos e vôo nas asas do poder. Recuo e permaneço intacto nas garras do pavor. Sou céu e terra, sou doce e amargo… Sou eu contra o mundo. Mundo de trapaças, de mentiras e incoerência. Sou criança em busca de felicidade. Sou adolescente em busca de amor. Sou adulto em busca de paz. (Carol T.)